sábado, 21 de abril de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
ESPÉRANCE
Enterrée dans les tunnels d’un lopin désertique
Réveillée par les salves d’un loin maléfique
Tu passes tes journées dans ton monde menacé
Mais de tes douleurs tu ne pleures pas assez
Pour faire monter au ciel cette prière ardente
Pour faire pitié aux pauvres succombés
La remontée de cette impasse se fait très lente
Parce que l’on survit parmi les retombées
Enfermée dans un coin de terre misérable
Qui paraît avoir changé dans une situation stable
Tu rases tout le temps les parois formées de balles
Tirées autour de toi à plusieurs intervalles
Le sable se mouvant depuis l’éternité
Dont les graines représentent le nombre de l’humanité
Il recueille en reprenant dans son giron ensanglanté
Ses enfants qui dans l’infâme tuerie ont été épouvantés
Ainsi toi, mère d’humains qui ne sont pas encore nées
Tu leur en imprègneras en y posant pieusement tes pieds
Poietolapis
Minha tentativa de tradução deste belíssimo poema que exprime o sofrimento e a esperança de um povo.
Minha tentativa de tradução deste belíssimo poema que exprime o sofrimento e a esperança de um povo.
ESPERANÇA
Enterrada em túneis de um pedaço de deserto
Despertada por distantes explosões maléficas
Passas teus dias em um mundo ameaçado
Mas não chorarás bastante a tua dor
Para levantar esta fervorosa oração ao céu
Para te compadecer dos obres que sucumbiram
O êxito desse impasse é muito lento
Pois sobrevives entre os destroços
Presa em um mísero pedaço de terra
Aparentemente com uma situação instável
Andas sempre entre muros construídos por balas
Atiradas ao teu redor de tempos em tempos
A areia se movendo por toda a eternidade
Cujos grãos são o número da humanidade
E recolhe em seus quadris, retomando-os sangrentos
Seus filhos aterrorizados, deste infame massacre
E tu, mãe dos filhos que ainda não nasceram
Incalcas ali pisando piedosamente
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
MOTE de Terezita Marques: Sinto saudades do tempo Quando o tempo dava tempo
Acordo sem perder tempo
fazendo o que me compete
Quando penso que fiz tudo
Olho ainda tem um cento
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Corro ligeiro pra fazer a tempo
As tarefas que o chefe ordenou
Mal começo, ele já me perguntou
Como é? Isso aí já acabou?
Ô coisa que eu não agüento
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Morro mas não entendo
A engrenagem da vida
Tento mas não consigo
Fazer as coisas a tempo
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Vera Leite
fazendo o que me compete
Quando penso que fiz tudo
Olho ainda tem um cento
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Corro ligeiro pra fazer a tempo
As tarefas que o chefe ordenou
Mal começo, ele já me perguntou
Como é? Isso aí já acabou?
Ô coisa que eu não agüento
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Morro mas não entendo
A engrenagem da vida
Tento mas não consigo
Fazer as coisas a tempo
Sinto saudades do tempo
Quando o tempo dava tempo
Vera Leite
UMA NOVA AURORA VIRÁ
Se externar pudessem
A dor que desola essa multidão
Sonhos roubados, lágrimas, destruição
E mesmo que tudo diga não
E todas as coisas sejam contrárias
Ao fruto majestoso do coração
Mesmo que sopre o vento contra o cais
Não desistireis jamais!
Tua resistência ilumina
Como o sol, os primeiros raios
Sobre a Palestina
E renova-se a cada manhã a esperança
No brilho dos olhos das crianças
E assim como a madrugada
Traz a fresca bruma
Repousarás em paz
Como repousa na areia a branca espuma
Pois de ti fugirá a opressão
Como foge o servo do leão.
Vera Leite
A dor que desola essa multidão
Sonhos roubados, lágrimas, destruição
E mesmo que tudo diga não
E todas as coisas sejam contrárias
Ao fruto majestoso do coração
Mesmo que sopre o vento contra o cais
Não desistireis jamais!
Tua resistência ilumina
Como o sol, os primeiros raios
Sobre a Palestina
E renova-se a cada manhã a esperança
No brilho dos olhos das crianças
E assim como a madrugada
Traz a fresca bruma
Repousarás em paz
Como repousa na areia a branca espuma
Pois de ti fugirá a opressão
Como foge o servo do leão.
Vera Leite
domingo, 29 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
REVERSO
(este poema foi escrito originalmente em espanhol, sua versão original encontra-se logo abaixo)
Publicado pela CBJE: http://www.camarabrasileira.com/apol50-040.htm
As ilusões
São coisas passageiras
As desilusões
Nos acompanham
Pela vida inteira
Na luz do sol
Ainda que as flores sejam inocentes
No entanto a noite transfigura
Porém, a manhã azul
traga a noite escura
Enquanto as pedras clamam
Um novo dia se faz
E um novo horizonte irradia
E assim seguem juntas
Dia e noite, noite e dia
Como centelhas de uma paixão
Na solidão das noites frias
Vera Leite
REVERSE
(traduzido para o inglês por RBCalaveras)
THE ILLUSIONS
THEY ARE PASSING THINGS
OUR DISILLUSIONS
GO WITH US OUR ENTIRE LIFE
IN THE LIGHT OF THE SUN
ALTHOUGH THE FLOWERS ARE INNOCENT
WITHOUT SEIZING, THE NIGHT TRANSFORMS THEM
BUT THE BLUE OF THE MORNING
SWALLOWS THE DARK NIGHT
MEANWHILE THE STONE CRIES
A NEW DAY IS MADE
AND A NEW HORIZON RADIATES
THEY FOLLOW TOGETHER
DAY AND NIGHT, NIGHT AND DAY
A LIGHTNING FLASH OF PASSION
IN THE LONELINESS OF THE COLD NIGHT
REVERSO
Las ilusiones
Son cosas pasajeras
Las desilusiones
Nos acompañan
Por la vida entera
En la luz del sol
Aunque las flores son inocentes
Sin embargo, la noche transfigura
Pero, la mañana azul
Traga la noche oscura
Mientra las piedras claman
Son cosas pasajeras
Las desilusiones
Nos acompañan
Por la vida entera
En la luz del sol
Aunque las flores son inocentes
Sin embargo, la noche transfigura
Pero, la mañana azul
Traga la noche oscura
Mientra las piedras claman
Un nuevo dia se hace
Y un nuevo horizonte irradia
Y así sieguen juntas
Dia y noche, noche y dia
Como centellas de una pasión
Y un nuevo horizonte irradia
Y así sieguen juntas
Dia y noche, noche y dia
Como centellas de una pasión
En la soledad de las noches frias
Vera Leite
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